de Noiva para Noiva, o grande final

faz tempo que não abríamos as janelas da nossa casa ! a época deste ano foi comprida, quente, muito trabalhosa e cheia de imprevistos, mas aqui estamos. Teremos algumas novidades em breve para contar, mas por agora, fechemos o ciclo (não o último casamento) com a noiva Joana com quem atravessamos o tórrido Verão, e que nos foi contando a sua aventura de organizar o seu casamento. Se ainda se lembram, a Joana é jornalista, apaixonadíssima pelo Hugo (jóia) e controlo dependente :) mas … curiosamente também muito aventureira, mas leiam o seu grande final e depois visitem o IG e vejam como no fim tudo se encaixa num perfeito exercício de fé e grande vontade.

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Olá a todos,

Escrevo-vos com uma sensação de vazio absoluto. Falta-me qualquer coisa, os dias são diferentes, não que sejam menos prazerosos, mas falta lá qualquer coisa. Ter-me dedicado quase em exclusivo à preparação e organização do meu casamento faz-me agora sentir que me falta todos os dias qualquer coisa. Alguém a quem ligar, um pagamento para actualizar, um e-mail urgente para enviar…

Mas desenganem-se, porque aquilo que hoje sinto que “perdi” fez-me ganhar o dia mais feliz da minha vida. O que sonhei desde os tempos em que casava as minhas barbies. O que sonhei desde os tempos em que devorava os vídeos da Disney ainda em cassete vhs.

Fui até ao final uma noiva descontraída porque sempre tive tudo bem calculado, portanto não havia margem para grandes surpresas ou desvios. Mas no final de férias, em Julho, em conversa com a minha irmã, pensei o seguinte: “e se eu casasse ao ar livre e aproveitasse o espaço exterior do hotel que é lindo?”

Nunca esta hipótese tinha sido pensada, nem por mim, nem pela Maria João, nem pelo hotel, no fundo, por ninguém. Liguei de imediato ao Hugo que na altura não estava comigo e oiço do outro lado do telefone: “sim, seria espectacular, mas não ponhas já essa ideia da cabeça porque não fazes ideia de como estará o tempo.” Claro que ele já me conhece e claro que ele já sabia que eu já tinha decidido mudar tudo: íamos mesmo casar ao ar livre. Estávamos no final de Julho, e eu sentia-me a sair completamente da minha zona de conforto. Eu, Joana, a noiva controladora, a antecipada por natureza, a que não funciona bem sob pressão, tinha decidido casar ao ar livre, desafiando todas as leis da natureza e das apps do estado do tempo.

Assim que falei desta ideia com a Maria João percebi que ela tinha o mesmo desejo que eu. No hotel havia mais receio por causa da comida e do facto do pateo exterior ser uma zona mais ventosa. Rapidamente encontrámos alternativas na semana do casamento em que as temperaturas desceram um pouco e alugámos dois aquecedores a gás para espaços exteriores.

O Hugo foi dormir ao hotel na noite antes e diz que não se esquece da imagem do nosso dj a fazer a montagem das luzes e elas só abananarem por força do vento que se fazia sentir e das árvores que por sua vez também não paravam quietas. Optou por não me ligar e não me dizer absolutamente nada.

Dia 8 de Setembro acordei minimente tranquila, apenas com a sensação de que algo maior me esperava. Preparei-me também no hotel, dizem que as noivas não conseguem comer nada, mas eu almocei na suite. Só quando desci para ir para a igreja, já um pouco depois das 15h percebi exactamente aquilo que ia acontecer. Enquanto caminhava pelo altar, de braço dado com o meu pai revi a minha vida toda ali naquele caminho, as pessoas que perdi e que não estavam ali. Só ali tomei verdadeiramente consciência daquilo a que me proponha, porque isto de casar pode ser muito giro e instragrável, mas trata-se de um compromisso que se espera que seja para a vida, com tudo o que isso acarreta. E quando finalmente cheguei até ao Hugo, que me esperava de forma completamente ansiosa, de olhos lavados em lágrimas percebi que a vida soube aquilo que fez connosco.

Já longe da tensão da cerimónia religiosa, foi tempo de curtir e rever amigos e família que já não víamos há demasiado tempo. A partir dali o nosso casamento foi verdadeiramente a festa do nosso amor partilhado com os nossos amigos e família mais próxima. E sabem que mais? Naquela noite não houve vento, a temperatura teve óptima e agradável. Vou mudar a frase desta história, mas no dia 08/09/2018 começou o nosso início de vida que tem tudo para ser feliz até sempre.

de Noiva para Noiva, a navegar na maionese ....

Olá a todos :)

Neste meu segundo artigo vou aprofundar a dica que vos deixei no anterior: “se querem mesmo casar, definam o vosso plano, façam bem as contas ao vosso orçamento (não vos quero já assustar, mas as despesas são MUITAS), antecipem todos os cenários com tempo, sejam organizados, e depois disto estão reunidas todas as condições para terem um dia de sonho, tranquilo e feliz, como tenho a certeza que será o nosso”.

Como já vos havia dito, muito antes do pedido oficial em Agosto do ano passado, já eu e o Hugo havíamos definido o nosso plano, baseado no orçamento que delineámos, consoante também a nossa lista de convidados. Para nós, começar primeiro pela elaboração desta lista foi o primeiro passo para nos dar uma noção do caminho que estávamos prestes a começar. Ter este plano sempre bem presente, de forma realista e consciente, serviu para nos orientarmos, como uma espécie de bussola durante todo este processo.

Definida a lista de casamento, não houve dúvidas de que o passo seguinte seria escolher o local do copo de água, sendo que a cerimónia em si já estava decidida e no nosso caso será na igreja. E com o tempo a jogar a nosso favor, sem qualquer pressão, em Maio do ano passado já tínhamos o sítio escolhido e a data do casamento: 08/09/2018, no Hotel Pateo dos Solares, em Estremoz, sendo que será este o responsável pelo catering. Esta escolha para nós não foi difícil, pois quando sabemos exactamente o que queremos e com o que podemos contar, tudo se torna mais fácil.

No Pateo dos Solares acabámos por ser aconselhados quanto à decoradora e ao Dj. Foi assim que cheguei até à Maria João, depois de ter visto atentamente os seus trabalhos nas redes sociais. Confesso que para mim a parte da decoração sempre teve uma importância extrema, pois é graças a ela que parte do casamento se pode ou não tornar um sucesso. No meu caso esta era a minha principal prioridade no vasto leque de fornecedores a escolher, por isso, mais uma vez, fi-lo com muito tempo. Porque para mim uma das premissas principais na organização de um casamento é: quanto mais tempo tiver, mais oportunidades jogarão a meu favor. Mais tranquila me sentirei, sem qualquer pressão a arruinar-me.

Toda a parte da imagem e dos convites foi da nossa responsabilidade, pois quando temos na família alguém com talento, e quando nós mesmos gostamos desse trabalho, é de aproveitar e foi isso que fizemos.

Escolhi os mesmos fotógrafos que fizeram o casamento da minha irmã, a mesma maquilhadora de uma amiga que já casou, um atelier em Évora para fazer o vestido, um atelier em Lisboa para os sapatos. A minha cabeleireira é a mesma de sempre e a prova do penteado será em Agosto. Para mim a música é fundamental, por isso escolhi um coro para a cerimónia na igreja e um saxofonista para o cocktail. Os acessórios escolhi on-line e os brincos comprei numa ourivesaria de antiguidades. O menu já foi decidido com o hotel, o bolo ficará por conta deles e já conseguimos garantir com estes dormida para a família e alguns amigos. O noivo vai alugar o fraque, as alianças já temos e fizemos questão de oferecer a roupa aos nossos meninos das alianças.

Dito assim sei que parece tudo demasiado simples, mas a verdade é que tudo isto depende muito do espirito com que decidimos encarar estes meses de preparação. Nós decidimos fazê-lo com muito tempo antes, já certos do que queríamos, como queríamos e como podíamos. Depois disto, foi só chegar até às pessoas certas e as coisas aconteceram naturalmente. Sempre de forma muito tranquila e descontraída, mesmo que ainda hajam pormenores para terminar e rever. Esta foi a nossa fórmula mágica e para nós é até agora um caso sério de sucesso.

Joana

O que mudou na minha vida, depois de dizer Sim ao Hugo !

Olá a todos,

Receber este convite por parte da Maria João foi sentir-me verdadeiramente em casa e na minha zona de conforto, pois há mais de um ano que me sinto uma verdadeira especialista no que diz respeito a casamentos. O meu nome é Joana, tenho 29 anos e fiquei noiva (oficialmente) do Hugo com quem namoro há quase 4 anos, em Agosto do ano passado. A expressão oficialmente foi propositamente ali colocada pois na verdade já era noiva do Hugo há muito mais tempo.

Talvez as mais românticas estivessem à espera de uma história mais do género: “uau-fiquei-noiva-e-não-estava-nada-à-espera”. Connosco não foi exactamente assim, tudo começou com um desejo em comum, que se transformou num projecto a dois. Tudo porque sempre soubemos desde o início que a grande maioria das despesas seriam suportadas apenas por nós. Logo, isto obriga-nos à partida a uma logística diferente. Diferente do que seria se tivéssemos a certeza desde sempre que os nossos pais pagariam todo o casamento. Sendo assim, isto pede-nos forçosamente um plano mais a longo prazo, que precisa do seu tempo para ganhar a maturidade suficiente até ser oficialmente verdadeiro e possível.

Não demorou muito tempo até perceber que o Hugo seria aquele amor “infinito enquanto dure”, não demorou muito para perceber que afinal a vida soube exactamente as voltas que teria que dar para trazer aquele homem há minha vida. O cliché que todas nós passámos a vida a ouvir “do tal que um dia vai aparecer” tornou-se de facto uma verdade inquestionável. Por isso, acreditem: a vida traz até nós aqueles que nela têm mesmo que permanecer para sempre, demore o tempo que demorar.

E no nosso caso, não demorámos muito tempo até que começássemos a falar em casamento, sendo que era um desejo dos dois. Assim, este passo foi para nós até agora o mais delicioso dos planos, o mais certo, o mais seguro e mais bem planeado.

Está assim aberto o mote para os próximos artigos que se seguem: se querem mesmo casar, definam o vosso plano, façam bem as contas ao vosso orçamento (não vos quero já assustar, mas as despesas são MUITAS), antecipem todos os cenários com tempo, sejam organizados, e depois disto estão reunidas todas as condições para terem um dia de sonho, tranquilo e feliz, como tenho a certeza que será o nosso. Não menos importante: neste lugar comum sobre o muito que se diz sobre os casamentos, isto é mesmo verdade e comecem justamente por aqui: cada um deve fazer como sente e como é mais feliz, mesmo que os amigos e a família pensem de forma diferente da vossa.

Ainda assim, aquele dia quente de verão de 2017 não foi só mais um dia. Foi o dia em que o homem que a vida me escolheu (e não poderia ter escolhido melhor), formulou a pergunta mágica já há tanto tempo confirmada e me ofereceu o anel dos meus sonhos. Devolveu-me novamente a certeza de que o caminho que estávamos os dois a começar era o mais mágico e certo de todos.

Joana

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de Noiva para Noiva

Digam o que disserem, o processo desde o Sim até ao dia D é por natureza, um assunto de Noiva. Mais do que qualquer outra pessoa, é sobre ela que recai o maior peso de decisão e também quem mais tempo gasta na organização do casamento. Isto já para não falar nas preocupações para agradar a gregos e troianos.

Nós os profissionais, podemos dizer e escrever muito sobre as noivas e as suas dificuldades, mas o nosso ponto de vista é sempre respaldado pelo que sabemos. Pela nossa experiência antes de tudo e, sobretudo porque não somos a Noiva ! posto isto, convidamos uma noiva para falar às outras Noivas.

Conhecemos a nossa Joana, no ano passado, que chegou até nós por recomendação do hotel onde vai casar. A Joana abriu uma conta no Instagram e nós começamos a segui-la. Primeiro, porque temos gostos semelhantes, segundo porque iremos participar no casamento - iremos fazer toda a decoração e flores e sendo a Joana bem exigente, convém ficar atenta aos seus gostos :)

Como a Joana tem estado a organizar o seu casamento, pareceu-me logo à partida, que seria muito interessante, ela contar-vos de viva voz, como tem corrido a sua aventura. Assim e de Noiva para Noiva, desafiei a Joana a dedilhar o começo, as preocupações e como vai saltando os obstáculos da organização. Durante algum tempo e no nosso blog, ela irá contar-vos tudo - o início do processo, as dúvidas iniciais, as dificuldades que foi encontrando, como se organizou e, muito importante como ultrapassa os momentos mais difíceis deste processo de casar, e que pode ser muito desgastante.  

Então estão feitas as apresentações, a Joana para além de noiva é jornalista e será uma boa interprete deste processo, encontrem a Joana e as suas imagens bonitas aqui, sugestões e pensamentos. Da nossa parte, em Setembro lá estaremos ao lado dela para ajudar a ter o melhor dia de sempre, o seu ! aproveitem os seus conselhos, e a experiência duma viagem única. Até breve no nosso blog.

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vai ser o 2018 diferente ?

até que ponto é que um casamento pode ser diferente ? eu diria que em tudo. Desde o alinhamento do dia, à escolha do espumante para o brinde, TUDO mesmo, pode ser a cara dos Noivos, representá-los como futuro casal e no fim, ser um casamento muito personalizado e inesquecível.

O segredo está na coragem das escolhas. No ambiente e menos no estilo, nas cores que se gosta e não na cor do ano, em querer as flores das quais de facto se gosta, na comida que se adora, na música que lhe dá uma vontade incrível de dançar e tudo o mais. Depois de passar os olhos pelas tendências dos gurus, aproveitei algumas ideias e acrescentei outras. Espero que todas os ajudem a desenharem o vosso casamento. Se encontrarem algumas ideias onde se revejam, óptimo e sem hesitações, atrevam-se. Sair do comum e do que nos vendem como "o ideal" dá sempre um enorme prazer e satisfação.

DECORAÇÃO - um pouco de preto aplicado nas mesas, dá sempre aquele ar polido e refinado. O azul, é sinónimo de elegância e calma. Por cá adoramos mesas vestidas nesta cor, e, tendo em conta que a maioria das vezes, a loiça é branca, o azul ajuda a elevar o nível. O ano que passou foi branco. Tudo em branco resulta sempre, mas a verdade é que foi uma monotonia, passar dum casamento branco para outro .... em branco. Falta de imaginação ? talvez !

,DETALHES PARA AS MESAS -  se o branco continua em alta, nada como dar-lhe um twist e torna-lo mais interessante,  harmonioso e não tão frio. Compreende-se que os caterings apostem em valores seguros para os atoalhados e loiça, e claro o branco é isso mesmo - um valor seguro, substitui-se rapidamente e sem problema e quem é que não gosta. Mas este ano queremos apostar em algo novo e interessante. Como podemos fazê-lo sem arruinar o orçamento ? Basta substituir os guardanapos brancos por outros coloridos. Em batik, pequenas flores ou cor única, serão eles o ponto para onde todos os olhos irão convergir. Em alternativa, velas de cores suaves farão quase o mesmo efeito. 

FLORES - vai ser o ano em que todos vamos querer flores suspensas, claro que este é um modelo que só funciona mesmo para interiores, quanto ao custo é melhor pensar que irá gastar uns euros a mais. Para os bouquets, cada vez mais um ramo que nos dá a sensação que juntamos um molhe de flores recém colhidas no campo, continua a ser o modelo mais procurado, os modelos mais arranjadinhos tem vindo a perder fãs. Pessoalmente, gosto mais dos primeiros, são sem dúvida mais naturais e encantadores. Mas não se esqueçam que o que conta mesmo, é o conjunto das flores e a sintonia da paleta de cores. Confesso-vos que para as mesas já se torna um pouco monótono, os corredores de verdes. Se pensarmos um bocadinho há outras maneiras de o fazer sem ser em verde ...

PARA DEGUSTAR - comida apetitosa, genuína e nossa. Esta temática nunca é muito consensual, mas há vida para além do bacalhau com natas. Se vai casar numa zona junto ao mar, uma cataplana de peixe e marisco é um prato fino e cheio de estilo. Na zona do leitãozinho, pode ser o segundo prato e para quem vive mais no interior, o porco é um prato que tem mil declinações, é só pôr a imaginação a trabalhar. Procurar servir aos convidados os produtos da região onde se vai casar é o plano mais inteligente a seguir. Seguir a mesma estratégia para os vinhos e sobremesas. As surpresas mais internacionais, serão reservadas para a hora do cocktail - para fugir ao trio habitual do gin, vodka e vinho branco, um cocktail especial ou uma sangria espectacular podem fazer a diferença. 

MÚSICA - o ano que passou viu aparecer timidamente, as pequenas bandas. Será que veio para ficar ? Esperamos que sim. Para o cocktail e para abrilhantar o fim do jantar, parece-nos uma óptima maneira de oferecer uma festa diferente. A pista para a noite continuará sempre a rainha do pedaço ! 

deixamos para uma outra altura, o estacionário, detalhes, out fit da Noiva e a zona exterior. Até já.