que profissionais vamos ter que ser em 2019 ?

Por estes dias, a Liene Stevens escreveu um artigo interessantíssimo sobre a indústria do casamento nos EU. Como sempre, li atentamente pois se reconheço que há quem sabe disto a Liesen é essa pessoa. Nem sempre concordo com tudo, mas em termos gerais, a Liene é uma analista de mão cheia e conhecerá como ninguém, tudo o que se passa no grande mercado americano, são dela os melhores indicadores do momento sobre as actividades ou sub sectores ligados à indústria do casamento e a visão desta senhora tem um alcance verdadeiramente global.

Se se quiserem dar ao trabalho de ir ler aqui todo o artigo, terão a oportunidade de poderem olhar para um mercado cheio de camadas e de problemas que mudam à velocidade de vento ciclónico.

À semelhança dos EU, a geração mais nova exige-nos pensar e repensar, sobre tudo o que andamos por aqui a fazer - i.e. estratégia, oferta e qual o marketing acertado para captarmos a sua atenção. Mas parece uma batalha não ganha. Quando acabamos de por em marcha a nossa melhor estratégia digital, constatamos que já não é a indicada e corremos de modelo em modelo esquecendo pelo caminho o mais importante. O que queremos ser e como.

Então que profissionais vamos ter que ser em 2019 ? achamos que é esta é a questão principal. Citando a nossa sábia menina, o marketing digital que tanto suamos para implementar já foi, saltamos das campanhas do Facebook para o Instagram, alindamos os nossos sites, escolhemos as melhores imagens, fazemos descrições fabulásticas dos nossos melhores trabalhos e chegamos ao fim com nada na mão.

Estaremos a compreender o cliente ? estaremos a ver com atenção o que se passa à nossa volta ? como diz a Liene, podemos não gostar de política mas estaremos atentos ao que se passa na aldeia ? escutaremos com atenção as mudanças e o que ouvimos diariamente ?

Certamente estarão a pensar o que é que isso tem a ver com o nosso negócio, pois tal como diz a Liene, mas tem tudo a ver. As mudanças são o resultado do somatório de tudo. Podemos seguir as tendências estéticas mas se não estivermos atentos à economia, ao nosso target e ao que os nossos clientes andam à procura nem o melhor marketing digital nos irá servir para o que for.

Para que não fiquem a pensar que estes cinco minutos de leitura não serviram para nada, deixo-vos com algumas ideias que são fruto do que pensamos, do muito que lemos sobre o assunto e de muito dialogo que mantemos com gente que olha para o negócio de forma séria, objectiva e consistente.

  • mantenha-se atento às mudanças. Sejam elas quais forem, serão a médio prazo um factor influenciador do seu negocio,

  • não trabalhe para amanhã, trabalhe para o médio prazo,

  • também gosto de andar um pouco ao sabor da intuição, mas ter um plano B é obrigatório,

  • não se encha de ansiedade se o plano não der logo resultados, os negócio necessitam de tempo e a consistência ou resiliência é um óptimo exercício que nos torna mais fortes,

  • não compare o seu negócio com os outros, o seu negócio é “o seu negócio”, é o projecto que pensou, a ideia é sua e ser for para o buraco, a responsabilidade bem como a vitória será sempre sua,

  • escolha com critério a montra do seu negócio, não ceda à mesquinhez da borla. Se quer clientes que paguem o valor real dos seus serviços precisa de passar uma imagem de acordo com o target que quer atingir,

  • saia de casa, abra-se para o mundo, um bom empresário fala com outros. Não precisa ser “amiguinho de todos” só precisa de “open mind”, estamos todos no mesmo barco, com as mesmas dificuldades e com os mesmas ansiedades,

  • talvez não goste de falar ao telefone mas acredite que há clientes que também não gostam de escrever mail’s. Actualize e incremente, os seus dados de contacto. Ter um negócio obriga a falar com os potenciais clientes e vai ver que só custa as primeiras vezes. Seja assertivo, simpático e responda q.b.,

  • seguindo o conselho certeiro da Liene, cuide da sua casa (site) e deixe para trás a ansiedade de ser publicado na casa dos outros, a menos que o faça na plataforma onde se sente representado condignamente. Aí está a pagar para isso portanto não despreze essa ferramenta,

  • mantenha as suas economias saudáveis. Ao longo dos próximos doze meses, amealhe para um novo projecto. Pode ser um novo, site, novo logo ou uns cartões de visita ainda mais maravilhosos. Mas também uma formação específica que irá enriquecer a sua actividade,

  • menos social mídia e mais leituras no novo ano. Pelo menos uma vez por semana, reserve algum do seu tempo, para ler acerca do seu negócio ou equiparado. Conheça novas experiências profissionais, testemunhos e temas ligados à sua actividade. Mesmo aqueles manuais de “Gestão para Tótós” acabam por nos ensinar alguma coisa. Desprenda-se um pouco da obsessão pela vida dos outros. Ganhe tempo para si e para os seus.

  • seja um visionário aplicado. Imagine onde vai querer estar (e como) no próximo ano. Desenhe o projecto na sua cabeça, experimente fazer um business plan, pense no cliente alvo e divirta-se a ver crescer a ideia na sua cabeça. Se lhe der prazer já é um projecto ganhador.

Tenha um bom ano e obrigado pela sua visita. Se quiser deixar-nos um comentário ou falar-nos sobre este, ou outro assunto fique à vontade.

Até breve !

de Noiva para Noiva, o grande final

faz tempo que não abríamos as janelas da nossa casa ! a época deste ano foi comprida, quente, muito trabalhosa e cheia de imprevistos, mas aqui estamos. Teremos algumas novidades em breve para contar, mas por agora, fechemos o ciclo (não o último casamento) com a noiva Joana com quem atravessamos o tórrido Verão, e que nos foi contando a sua aventura de organizar o seu casamento. Se ainda se lembram, a Joana é jornalista, apaixonadíssima pelo Hugo (jóia) e controlo dependente :) mas … curiosamente também muito aventureira, mas leiam o seu grande final e depois visitem o IG e vejam como no fim tudo se encaixa num perfeito exercício de fé e grande vontade.

….

Olá a todos,

Escrevo-vos com uma sensação de vazio absoluto. Falta-me qualquer coisa, os dias são diferentes, não que sejam menos prazerosos, mas falta lá qualquer coisa. Ter-me dedicado quase em exclusivo à preparação e organização do meu casamento faz-me agora sentir que me falta todos os dias qualquer coisa. Alguém a quem ligar, um pagamento para actualizar, um e-mail urgente para enviar…

Mas desenganem-se, porque aquilo que hoje sinto que “perdi” fez-me ganhar o dia mais feliz da minha vida. O que sonhei desde os tempos em que casava as minhas barbies. O que sonhei desde os tempos em que devorava os vídeos da Disney ainda em cassete vhs.

Fui até ao final uma noiva descontraída porque sempre tive tudo bem calculado, portanto não havia margem para grandes surpresas ou desvios. Mas no final de férias, em Julho, em conversa com a minha irmã, pensei o seguinte: “e se eu casasse ao ar livre e aproveitasse o espaço exterior do hotel que é lindo?”

Nunca esta hipótese tinha sido pensada, nem por mim, nem pela Maria João, nem pelo hotel, no fundo, por ninguém. Liguei de imediato ao Hugo que na altura não estava comigo e oiço do outro lado do telefone: “sim, seria espectacular, mas não ponhas já essa ideia da cabeça porque não fazes ideia de como estará o tempo.” Claro que ele já me conhece e claro que ele já sabia que eu já tinha decidido mudar tudo: íamos mesmo casar ao ar livre. Estávamos no final de Julho, e eu sentia-me a sair completamente da minha zona de conforto. Eu, Joana, a noiva controladora, a antecipada por natureza, a que não funciona bem sob pressão, tinha decidido casar ao ar livre, desafiando todas as leis da natureza e das apps do estado do tempo.

Assim que falei desta ideia com a Maria João percebi que ela tinha o mesmo desejo que eu. No hotel havia mais receio por causa da comida e do facto do pateo exterior ser uma zona mais ventosa. Rapidamente encontrámos alternativas na semana do casamento em que as temperaturas desceram um pouco e alugámos dois aquecedores a gás para espaços exteriores.

O Hugo foi dormir ao hotel na noite antes e diz que não se esquece da imagem do nosso dj a fazer a montagem das luzes e elas só abananarem por força do vento que se fazia sentir e das árvores que por sua vez também não paravam quietas. Optou por não me ligar e não me dizer absolutamente nada.

Dia 8 de Setembro acordei minimente tranquila, apenas com a sensação de que algo maior me esperava. Preparei-me também no hotel, dizem que as noivas não conseguem comer nada, mas eu almocei na suite. Só quando desci para ir para a igreja, já um pouco depois das 15h percebi exactamente aquilo que ia acontecer. Enquanto caminhava pelo altar, de braço dado com o meu pai revi a minha vida toda ali naquele caminho, as pessoas que perdi e que não estavam ali. Só ali tomei verdadeiramente consciência daquilo a que me proponha, porque isto de casar pode ser muito giro e instragrável, mas trata-se de um compromisso que se espera que seja para a vida, com tudo o que isso acarreta. E quando finalmente cheguei até ao Hugo, que me esperava de forma completamente ansiosa, de olhos lavados em lágrimas percebi que a vida soube aquilo que fez connosco.

Já longe da tensão da cerimónia religiosa, foi tempo de curtir e rever amigos e família que já não víamos há demasiado tempo. A partir dali o nosso casamento foi verdadeiramente a festa do nosso amor partilhado com os nossos amigos e família mais próxima. E sabem que mais? Naquela noite não houve vento, a temperatura teve óptima e agradável. Vou mudar a frase desta história, mas no dia 08/09/2018 começou o nosso início de vida que tem tudo para ser feliz até sempre.

S em tamanho XXL em estilo

confesso-me fã de vestidos curtos ! num país de sol, praia e verões longos, um modelito entre os anos 50 e os 60 são muito favorecedores, para meninas não muito altas. Práticos tanto para o campo como para a praia é uma opcção tentadora ao vestido mais convencional.

inspirações sem ditaduras (4)

os detalhes fazem toda a diferença. Mais que grandes produções e ruído em excesso, o detalhe bem escolhido representa a personalidade, o mood da festa e o ambiente intimo e aconchegante de quem quer receber com elegância e ao seu estilo. Da roupa aos acessórios, das flores à decoração, o selo próprio esse sim fará a diferença. Inspire-se ...

de Noiva para Noiva, a navegar na maionese ....

Olá a todos :)

Neste meu segundo artigo vou aprofundar a dica que vos deixei no anterior: “se querem mesmo casar, definam o vosso plano, façam bem as contas ao vosso orçamento (não vos quero já assustar, mas as despesas são MUITAS), antecipem todos os cenários com tempo, sejam organizados, e depois disto estão reunidas todas as condições para terem um dia de sonho, tranquilo e feliz, como tenho a certeza que será o nosso”.

Como já vos havia dito, muito antes do pedido oficial em Agosto do ano passado, já eu e o Hugo havíamos definido o nosso plano, baseado no orçamento que delineámos, consoante também a nossa lista de convidados. Para nós, começar primeiro pela elaboração desta lista foi o primeiro passo para nos dar uma noção do caminho que estávamos prestes a começar. Ter este plano sempre bem presente, de forma realista e consciente, serviu para nos orientarmos, como uma espécie de bussola durante todo este processo.

Definida a lista de casamento, não houve dúvidas de que o passo seguinte seria escolher o local do copo de água, sendo que a cerimónia em si já estava decidida e no nosso caso será na igreja. E com o tempo a jogar a nosso favor, sem qualquer pressão, em Maio do ano passado já tínhamos o sítio escolhido e a data do casamento: 08/09/2018, no Hotel Pateo dos Solares, em Estremoz, sendo que será este o responsável pelo catering. Esta escolha para nós não foi difícil, pois quando sabemos exactamente o que queremos e com o que podemos contar, tudo se torna mais fácil.

No Pateo dos Solares acabámos por ser aconselhados quanto à decoradora e ao Dj. Foi assim que cheguei até à Maria João, depois de ter visto atentamente os seus trabalhos nas redes sociais. Confesso que para mim a parte da decoração sempre teve uma importância extrema, pois é graças a ela que parte do casamento se pode ou não tornar um sucesso. No meu caso esta era a minha principal prioridade no vasto leque de fornecedores a escolher, por isso, mais uma vez, fi-lo com muito tempo. Porque para mim uma das premissas principais na organização de um casamento é: quanto mais tempo tiver, mais oportunidades jogarão a meu favor. Mais tranquila me sentirei, sem qualquer pressão a arruinar-me.

Toda a parte da imagem e dos convites foi da nossa responsabilidade, pois quando temos na família alguém com talento, e quando nós mesmos gostamos desse trabalho, é de aproveitar e foi isso que fizemos.

Escolhi os mesmos fotógrafos que fizeram o casamento da minha irmã, a mesma maquilhadora de uma amiga que já casou, um atelier em Évora para fazer o vestido, um atelier em Lisboa para os sapatos. A minha cabeleireira é a mesma de sempre e a prova do penteado será em Agosto. Para mim a música é fundamental, por isso escolhi um coro para a cerimónia na igreja e um saxofonista para o cocktail. Os acessórios escolhi on-line e os brincos comprei numa ourivesaria de antiguidades. O menu já foi decidido com o hotel, o bolo ficará por conta deles e já conseguimos garantir com estes dormida para a família e alguns amigos. O noivo vai alugar o fraque, as alianças já temos e fizemos questão de oferecer a roupa aos nossos meninos das alianças.

Dito assim sei que parece tudo demasiado simples, mas a verdade é que tudo isto depende muito do espirito com que decidimos encarar estes meses de preparação. Nós decidimos fazê-lo com muito tempo antes, já certos do que queríamos, como queríamos e como podíamos. Depois disto, foi só chegar até às pessoas certas e as coisas aconteceram naturalmente. Sempre de forma muito tranquila e descontraída, mesmo que ainda hajam pormenores para terminar e rever. Esta foi a nossa fórmula mágica e para nós é até agora um caso sério de sucesso.

Joana